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As propriedades do vinho são inúmeras e, desde o Paradoxo Francês, no início da década de 90, sabe-se que ele serve muito mais que apenas para o prazer humano 

Na mitologia grega, Dionísio era o deus do vinho. Era ele o responsável por trazer alegria e satisfação para as festas entre os deuses do Olimpo, mas também foi ele o primeiro a ser vinculado ao conceito, mesmo que não cristão, de pecado e vício. Em Roma, Dionísio foi chamado de Bacco e, mais conhecido por esse nome, até hoje tem seu culto baseado na bebida das uvas seguido por milhões de pessoas em todo o mundo - mesmo que elas desconheçam tal fato.

 

No entanto, alguns milhares anos passaram até o homem descobrir que, mais que prazer momentâneo, o vinho pode atuar na prevenção de doenças do coração e da velhice. A virada de opinião deu-se no início da década de 90, quando pesquisadores notaram que mesmo consumindo muita gordura, foie gras e tendo uma vida sedentária, os franceses não sofriam tanto de problemas de sobrepeso ou doenças coronárias quanto os americanos. "Com o estudo, descobriu-se que o que diferenciava o povo francês dos outros era justamente o consumo de vinho", diz o sommelier do restaurante Dom Francisco, Paulo Kunzler, também professor da Associação Brasileira de Sommeliers, ABS, de Brasília.

 

Chamado de Paradoxo Francês, o episódio rendeu pesquisas sobre as propriedades dessa bebida dos deuses e chegou à conclusão de que os fatores benéficos à saúde humana presentes no vinho tem um nome: polifenóis. "Os polifenóis do vinho atuam no aumento do colesterol bom, o HDL, e na diminuição do ruim. Além disso, também tem ação antioxidante, diminui a perda renal e chega a prevenir doenças, como o Mal de Alzheimer", explica o sommelier.

 

Presentes na casca e na semente das uvas, esses componentes tem sua função mais potencializada quando ingeridos com vinho do que em sucos ou mesmo na fruta in natura. "O vinho, por ser fermentado, preserva e extrai mais esses compostos da casca", diz a química Ana Lúcia Bittencourt Sampaio, associada da ABS no Rio de Janeiro. Ela, que já ministrou aulas sobre as propriedades terapêuticas da bebida, diz que o requisito principal e necessário para que o vinho possa ter qualquer efeito saudável é, sem dúvida, a própria saúde. "A bebida não cura e só tem resultado benéfico quando consumida por pessoas saudáveis, de forma moderada, regularmente e durante as refeições, acompanhadas por água", elenca Ana Lúcia.

 

As restrições de consumo do vinho não existem por acaso. Elas são necessárias para quem quer planejar uma vida saudável em longo prazo. "O segredo do vinho é tomar com a alimentação. O erro das pessoas é tomar demais, achando que faz bem, porque ele vai fazer mal pelo álcool", afirma Paulo Kunzler. Segundo ele, a vantagem do vinho está justamente no fato de ele ser fermentado e, por isso, ter uma absorção mais lenta pelo organismo que o destilado. É por essa lentidão, intensificada quando o ato de beber acompanha o de comer, que o vinho pode ser totalmente aproveitado pelo organismo. "Alguns estudos revelam que quem toma vinho tem uma redução de 75% na chance de ter Mal de Alzheimer", explica o sommelier.

 

O efeito curativo e asséptico do vinho também é conhecido há tempos. Até na prevenção de herpes, aquelas feridas provocadas por vírus na boca, podem ser evitadas com a bebida. "O vinho é alimento. No sul do Brasil e na Itália, tem-se o costume de colocar um pouquinho dele na mamadeira das crianças, para que elas já se acostumem desde cedo com o seu poder", diz. "Nas regiões onde existem as maiores vinícolas do mundo, a expectativa de vida é 30% maior. O vinho combate doenças do coração, previne câncer e dá uma melhor condição de vida ao idoso", completa Ana Lúcia.

 

Mais que doenças biológicas, os vinhos também atuam no sistema emocional. "Quando você toma um golinho, já vê o mundo melhor porque o vinho relaxa e dá a sensação de euforia", explica Ana. Mas essas propriedades revigorantes só funcionam com pessoas que sofrem de males cotidianos, como uma ansiedade normal ou o estresse do dia a dia. "O vinho é um tranquilizante natural moderado. Só faz bem para pessoas saudáveis e nunca, jamais, deve ser tomado com remédios antidepressivos", sentencia a química

 

Ao contrário do que muita gente pensa, os vinhos provenientes de uvas de variedades diferentes não possuem propriedades distintas. Existe um estudo, não concluído, que diz que a Cabernet Sauvignon possui mais polifenóis. Mas na verdade a quantidade de componente depende mais da forma de cultivo das uvas do que de seu varietal ", diz Ana. Quanto mais antiga é a cultura e, portanto, mais fundas estão as raízes da plantação, mais polifenóis o vinho vai conter. "A única verdade é que as uvas possuem o resveratrol na casca. Por serem feitos com a casca, os vinhos tintos possuem os componentes em maior quantidade que os brancos", explica o sommelier Paulo, que conclui: "Agora, essa diferenciação entre tipos de uvas é irrisório. É coisa de enochato".

 

O sommelier Paulo Kunzler e a química Ana Lúcia Bittencourt Sampaio dão dicas de como inserir o vinho de forma benéfica na alimentação

 

- Sempre com a comida: o vinho é absorvido melhor quando ingerido junto da alimentação.

 

- 250 a 300 ml por dia: esse é o ideal de consumo de vinho. Ingerindo essa quantidade sempre, os componentes da bebida podem agir de forma benéfica para a saúde.

 

- Homens e mulheres: quanto maior a estrutura física, maior é o limite para as doses de vinho. Assim, homens altos e forte, podem ingerir 300 ml por dia. Já mulheres do tipo mignon devem ficar nos 200 ou 250 ml.

 

- Acompanhe com água: sempre que tomar vinho, procure ter um copo d´água ao lado. Isso faz com que a digestão seja mais lenta e mais bem aproveitada.

 

- Grávidas e diabéticos: evitem o vinho, pois ele contém carboidrato, ruim para quem sofre de diabetes e álcool, péssimo para as gestantes. Os vinhos secos contêm esses componentes em menor quantidade, mas mesmo assim devem ser evitados.


Dicas de sites sobre Vinho:


www.sobrevinho.net


www.academiadovinho.com.br


www.ibravin.org.br





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